CORPORIFICAR

Acupunturista e Instrutor de Chi Kung, desenvolvendo atividade com as terapias chinesas desde 1990 com o foco principal de auxiliar as pessoas a despertarem, conviverem e extraírem o melhor da sua sensibilidade. Nesses anos de trabalho percebi que há uma necessidade urgente de estarmos lembrando de nós mesmos do ponto de vista sensorial, sensorialidade que dialogue com todos os aspectos da nossa natureza. No caminho do contato com a sensibilidade está a corporalidade, pois toda experiência precisa passar pelo corpo para ser reconhecida pela consciência. Pelas práticas orientais aprendemos que o corpo é o receptáculo das energias na vida da Consciência. Corporificar é trazer não só para os tecidos e vísceras a experimentação, mas também para o cérebro e estruturas capazes de gerar sinapses, novas rotas nervosas acerca do que foi experimentado, e através desta interação desenvolver novas atitudes.

Acupuntura não é mera inserção de agulhas de metal, trata-se de uma ferramenta preciosa capaz de conduzir as pessoas para o encontro com as suas potencialidades e virtudes, permitindo que as pessoas sintam a circulação energética depois do atendimento. O Chi Kung é um manancial de possibilidades que permite a ativação da energia vital (chi) no organismo trazendo saúde e expansão dos sentidos. Acupuntura e Chi Kung foram desenvolvidos para aproximar os seres humanos do que há de mais nobre, a sensibilidade.

Atuo como facilitador de cursos, vivências e oficinas, tanto solo como em parceria com outros espaços, a exemplo do Vila Vivências (Vila Ventura - Viamão). Além dos atendimentos com Acupuntura, Auriculoterapia e Práticas de Chi Kung, temos: Curso de Auriculoterapia, Oficina Toque Terapêutico, Caminhada Meditativa, Curso Respirações Internas, Moxabustão, Acu-Tape e Massagem Facial Chinesa. Nestas atividades imprimimos as melhores intenções, idéias e ações que há muitos anos são os pilares de sustentação das nossas práticas.

Convidamos os amigos e as amigas terapeutas ou que administram espaços terapêuticos, interessados em estabelecer uma parceria para divulgação e realização dos cursos, vivências e oficinas em suas localidades. Entrem em contato pelo e-mail: edisonnogueirada@gmail.com, será uma satisfação poder atender suas solicitações e expectativas, assim como uma grande oportunidade de crescimento para todos nós.

msn: edisonnapratica@hotmail.com

Skype: edisonnogueiradafontoura


AS MELHORES ENERGIAS



terça-feira, 21 de agosto de 2007

Nos atendimentos de acupuntura e aulas de chi kung, tenho falado sobre a importância de reserva de espaço para uma prática diária, um momento para auto-diagnóstico, e das repercussões positivas advindas desta atitude.

Quero parabenizá-los pelos avanços, pelas ações positivas, que cada um dentro de suas possibilidades tem conseguido implementar, tendo em vista os contrafluxos cotidianos aos quais todos estamos expostos, as tendências a procrastinação, aquela velha zona de conforto conhecida nossa. Zona de conforto gerada internamente, atravancadora de atitudes pró-ativas, uma hecatombe de hábitos, engendrados (também) na mecânica corporal, nas introjeções psíquicas, sistemas de crenças e por aí vai.

O mesmo corpo, emoção e mente que é capaz de dar espaço a esta entropia toda (zona de conforto) é também o depositário de virtudes para superar esta condição. Cada dia é mais importante uma ação pessoal e organizada para trazer à tona estas virtudes.


Através da experiência direta (prática diária) dinamizamos, evidenciamos e acessamos nossa inteligência sensória. Esta capacidade é uma inteligência que está disponível para ser utilizada pelos sistemas corpo, emoção e mente. Da qual a maioria de nós credita somente aos grandes gurus, santos, ou grandes gênios. Esta capacidade de auto-gerenciamento é a ferramenta apropriada para acelerar, equilibrar, manter e entender o funcionamento pleno do conjunto corpo, emoção e mente. O descompasso do conjunto gera a desarmonia responsável pelo aparecimento de doenças, de efeito agudo ou cumulativo.

Somos um sistema vivo. É redundante dizer isso?


Sendo um sistema vivo prescindimos de ações que comtemplem a homeostase do sistema, a partir dele próprio, utilizando o que é produzido pelo próprio sistema.


E como dar conta do sistema sem conhece-lo?


Como sabe-lo, se não encontramos seu limiar de estabilidade?


Operar um sistema sem estar instruído a seu respeito?


E destas questões que tratamos em nosso treinamento, seja através de Acupuntura, Chi Kung ou estudos de I Ching, operar o sistema e extrair naturalmente o que ele tem de melhor, respeitando suas particularidades.

Ao desenvolver um mínimo de equanimidade na tríade (corpo, emoção e mente), atuamos, compreendemos e expandimos todos os níveis plausíveis. Este emparelhamento nos capacita a criar e manter níveis satisfatórios e pleno funcionamento. Nesta perpesctiva abandonamos a “sobrevivência” (reprodução de programas alheios) e passamos a habitar o universo dos “viventes”, aqueles que criam seus próprios programas em sintonia com a vida, com seus propósitos.

Enquanto “sobreviventes” apresentamo-nos carentes de energia, à busca por uma recarga, seja ela afetiva, física ou intelectual. E todos nós ainda necessitamos complementar algum destes aspectos, pois estamos em construção. Esta percepção é fundamental à medida que só podemos evoluir em grupo, coletivamente as coisas acontecem.

Conhecer-se está uma habilidade indispensável, numa atmosfera onde profundas transformações acontecem local e globalmente, de forma instantânea. O mar de informação e estímulos exigem do individuo, atenção e sensibilidade aguçadas, para que possa ele, indivíduo saber o que advém de seu próprio sistema e o que é induzido por sistemas externos.

Conhecer-se é flexibilizarmo-nos na perspectiva mais humana, corpo, emoção e mente mais afinados, compassados e sincromnizados. Isso exige um trabalho, que necessita ser conduzido dia-a-dia, construído cuidadosa e persistentemente.

Humanizar implica aos poucos desenvolver estados de consciência harmônicos e coerentes que casam com um nível primário de realidade. O nível primário é um processo criativo inerente a natureza humana, estado de equilíbrio factível, uma dimensão de ordem e harmonia. Sentimento de empatia com a vida e para a vida. Empatia a ser gerada por nós mesmos, sem lavagens cerebrais, sem discursos místicos, sem dogmas, sem castrações nem promessas de “céu”, ou “Eu te Curo”. Certamente nenhum de nós interessa-se em negar os avanços da ciência em qualquer que seja a area de conhecimento, seria um contracenso. Porém estamos interessados em participar da vida um pouco mais lúcidos, mais saudáveis e com “pelo menos” um mínimo de autonomia.




RESPIRAÇÃO:


A pessoa que deixa de prestar atenção a respiração, entrega de bandeja a sua capacidade criadora na mão do “acaso”. A própria bioquímica celular fica comprometida pela respiração curta e diafragmática. É natural que tenhamos dificuldade de nos concentrar, de abandonar uma postura inquietante e ansiosa, de comer compulsivamente, de um bom desempenho sexual, quando não respiramos harmônica e concientemente.

O estado emocional e a postura dependem da qualidade da ventilação.

Necessitamos encontrar prazer em respirar, primeiramente.

SÓ O PRAZER É CAPAZ DE CRIAR!

Ao dizer que há um espaço de criação, nutrição e expansão na exalação, quero apontar a nossa tendência a unilateralizar nossas experiências. Respiramos como se o ato ventilatório dependesse somente da inalação.

Já observaram isso?

Isso é “sobreviver”! (unilateralizar experiências através de uma interpretação usual)

Eu inalo e deixo que o corpo (pobre corpo) faça o resto por sua conta e risco.

Quando presto atenção a exalação, distribuo e canalizo a toxidade que necessito extrair da cavidade toráxica e do espaço abdominal. Quando realizo uma respiração completa (consciente) atento a todas as etapas, fortaleço as vísceras, distendo o tronco, produzo tranqüilidade em meus movimentos, emoções e pensamentos. Isto é plasticidade respiratória.


Bem, havia dito que falaria outros assuntos, porém ....

No momento de escrever resolvi por este caminho.


Veja bem.....

Dúvidas?


Abraços,

Edison Fontoura





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